Comparaçom das leis eleitorais vigentes coas proporcionais

Pra calcular os escanos a repartir proporcionalmente, empregou-se esta regra de 3: Número de deputados totais da câmara/número de votantes totais (sem contar votos nulos ou em branco) = X (escanos que obteria o partido a calcular)/número de votos obtidos por esse partido.

Primeiramente, nom se redondeia nengum partido. Ũa vez repartidos já todos, como vam sobrar assentos, procede-se a repartir; começando-se sempre polo que máis próximo esteja da seguinte cifra.

Por exemplo, nas eleições galegas repartimos primeiramente por este sistema 71 escanos. Os 4 restantes vam, por esta orde, pra: PACMA, C’s, PSOE e En Marea.

Eleições espanholas do 2016:

Partido Votos Deputados obtidos Deputados proporcionais
PP 7941236 137 117
PSOE 5443846 85 80
Unidos Podemos 3227123 45 47
C’s 3141570 32 46
En Comú Podem 853102 12 13
Compromís 659771 9 10
ERC 632234 9 9
CDC 483488 8 7
En Marea 347542 5 5
EAJ-PNV 287014 5 4
PACMA 286702 0 4
EH Bildu 184713 2 3
Cca-PNC 78253 1 1
Recortes Cero 51907 0 1
UPyD 50247 0 1
Vox 47182 0 1
BNG 45252 0 1

Total votantes = 23.874.674

Total de deputados no Congresso dos Deputados= 350

Eleições galegas do 2016:

Partido Votos Deputados obtidos Deputados proporcionais
PP 682150 41 36
En Marea 273523 14 15
PSOE 256381 14 14
BNG 119446 6 6
C’s 48553 0 3
PACMA 15135 0 1

Total votantes = 1.420.381
Total de deputados do Parlamento galego: 75

Eleições catalãs do 2017:

Partidos Votos Deputados obtidos Deputados proporcionais
C’s 1109732 36 35
Junts per Catalunya 948233 34 29
ERC 935861 32 29
PSC 606659 17 19
Catalunya en Comú – Podem 326360 8 10
CUP 194616 4 6
PP 185670 4 6
PACMA 38743 0 1

Total votantes = 4.357.576
Total de deputados no Parlament catalã = 135

A minha opiniom sobre a situaçom actual da Catalunya

[Nota: Importante olhar a data de publicaçom deste artigo. Ou nom… depende dos acontecimentos futuros]

Perdoade que este artigo chegue tam tarde. Mais, se quigeres ter ũa opiniom sobre calquer cousa, primeiro deves estar informado sobre esse tema. Canto máis, melhor. Caso contrário, pode vir alguém que saiba máis ca ti sobre o assunto e acabar com toda a ideia que tinhas sobre a questom em apenas ũus segundos ou minutos.

Isso é o que estivem a fazer ultimamente. Informar-me e tentar comprender e entender a situaçom catalã. Inda nom estou todo o informado do que eu gostaria, mais aló vou. Esta é a minha opiniom sobre a situaçom atual da Catalunya.

Pra começar, cómpre definir-se ideologicamente. Actualmente, eu estou a prol do direito a decidir da Catalunya e da sua independência (sempre que nom houver violência e for um processo totalmente democrático, claro está. Nom queremos máis ETAs; esses tempos já têm rematado). E também da de Euskadi e da Galiza. Eu nom teria problema em viver nũa Espanha com igualdade e respeito de tôdalas línguas, culturas, tradições, raças, religiões, etnias, nações… Algo assim coma a Suíça ou o Liechtenstein. Ou até melhor ca isso.

Muitos catalães e espanhóis votárom a favor da Constituiçom do 1978 porque verdadeiramente acreditavam que esse era um reinício da Espanha, um volver a começar; ũa Espanha livre e igualitária… Peró o tempo acabou desenganando a gente. O Estado espanhol (que doravante iremos definir por vezes como Castela; pois as outras 3 nações mal têm algũa capacidade de decisom) segue obrigando à gente a aprender o castelão (cousa que nom acontece coas demais línguas oficiais da Espanha), segue promovendo e financiando à religiom católica, segue sem haver um ensino laico e livre (por exemplo, a matéria de história poderia ser moito melhor explicada. E também a de Língua Galega, dito seja de passagem. Bom, e muitas outras; pra que nos imos enganar), a raça predominante seguem sendo os brancos, há ũa humiliaçom cara às culturas e tradições diferentes das castelãs; os refugiados, marroquinos e saarauís mal podem estar na Espanha, segue sem reconhecer que a Espanha é um país com várias nações… No único no que melhorou algo a Espanha foi na reduçom do machismo e na desigualdade laboral de homes e muiés, mais esse é um caminho ao que também lhe falta moito por percorrer. E também como se comprovou estes dias, Castela nom se esqueceu de como se tomam medidas repressivas. As denúncias feitas contra “El Intermedio” por brincar co Franco e o franquismo (isto ocorreu há algũus meses), o assunto da Fundaçom Franco, a memória histórica, a repressom da Catalunya… definitivamente som signos que a Espanha está vivendo ũa regressom na sua mentalidade. Talvez sejam todos esses actos legais, mais o franquismo também tinha a sua legalidade. A legalidade nem sempre é justa. E a verdadeira legalidade é a decidida por todo o povo.

Outra cousa da que eu nom gosto é que se queira emancipar apenas a Catalunya. Eu gostaria de que se emancipassem tôdolos territórios, que actualmente pertencem à Espanha, que pertencêrom à Coroa de Aragón. Ou seja; a Catalunya, Aragón, Comunitat Valenciana e Illes Balears. O Rosselló já é outro tema…

É verdade que a Coroa de Aragón nom era unitária e todos estes territórios eram reinos coas suas leis e parlamentos. Isso explica que, na Guerra dels Segadors, só tomasse parte a Catalunya e nom toda a Coroa de Aragón. Mais na Guerra de Sucessom Espanhola si que tomou parte toda a Coroa de Aragón, sofrendo também o famoso 1714.

Realmente, a Catalunya apenas foi um país durante o período moi curto de tempo. Sempre esteve sob outra entidade ou formando um país máis grande: o Império romão, os visigodos, os musulmães, o Império carolíngio, a Coroa de Aragón, Reino da Espanha, República da Espanha… O único período no que foi um país foi no espaço de tempo entre o Império carolíngio e a formaçom definitiva da Coroa de Aragón. Também há algũus casos ilhados (que podem depender bastante da interpretaçom de cada quem); como a Guerra dels Segadors, os casos do 1931 e o 1934 ou a situaçom catalã durante a Guerra Civil.

Ũa naçom é um território com língua, cultura, tradições, costumes e até ũa personalidade próprias. Pra mim, som os territórios da antiga Coroa de Aragón os que som ũa naçom, nom apenas a Catalunya. As relações entre esses reinos da antiga Coroa de Aragón poderia dizer-se que era similar a ũa confederaçom atual; sendo, pois, a Coroa de Aragón um exemplo de descentralizaçom dum Estado (nom coma Castela, sempre co seu caráter uniformador e tam pouco amigo da diversidade). Era ũa monarquia pactada, pois o rei tinha de reunir-se coas Cortes da Catalunya, València e Aragón (e até Mallorca, dependendo do momento da história. Algũus diredes: se o único que compartiam era o rei e cada tinha as suas leis e parlamentos; entom si que eram um país, pois é coma o que acontece arestora coa Commonwealth? Nom exactamente. Na Commonwealth, nem todos compartem rei, e os que têm é apenas de forma representativa. O rei mal tem algũa capacidade. Isto nom acontecia na Catalunya; já que, sim é verdade que o rei tinha de pactar coas Cortes, mais normalmente o conseguia; fazendo que tampouco houvesse tanta diferença das leis e que fosse o rei o que ordenasse as campanhas militares. A Coroa de Aragón era algo equivalente a ũa (con)federaçom, mais seguia sendo um país e ũa naçom.

Ago semelhante poderia realizar-se na atualidade. Ũa Confederaçom aragonesa em forma de República (acho que nom há muitos que queiram a monarquia, mormente nessa zona) dividida em 4 entidades diferenciadas, mais nem tanto. Explico. A língua catalã nom é exclusiva da Catalunya, também é falada na Comunitat Valenciana e nas Illes Balears. Algũas tradições que possa ter as Illes Balears também se podem dar na Catalunya. Algum rasgo particular da personalidade valenciana, poderia nom ser tam particular; e dar-se também em Aragón. E assim com tantas outras cousas. O que está bem claro é que estes territórios têm moito em comum, até o ponto de que se poderiam considerar ũa naçom. Peró todos eles, nom apenas a Catalunya. Seria- a naçom aragonesa ou catalã(que lhe chamem como quigerem, o nome mal tem importância) formada polos territórios referidos acima.

Ao final, cando ũas determinadas entidades decidem usar bandeiras tam semelhantes; é porque existe ũa irmandade, um sentimento de pertença ao mesmo povo e naçom. E o que impede a uniom definitiva baixo a mesma bandeira e país som apenas questões políticas. Um exemplo disso temo-lo na Colômbia, Equador, Venezuela (e até o Panamá, iste com outra bandeira). Muitos dos seus cidadãos veriam com bons olhos ũa fusom nũa Grande Colômbia e o que impede isto som apenas motivos políticos, nom porque sejam nações diferentes.

Em suma, pra mim as nações têm direito à autodeterminaçom e à independência. Mais toda a naçom, nom apenas ũa parte. Isso é como se Portugal se emancipa da Galiza e a deixa tirada à sua sorte coa tirania imperalista e autoritária de Castela; enquanto o seu Estado estaria prosperando. Um momento…

Dito isto, pra mim, iste é um conflito entre “maus” e “piores”. De Castela/Espanha/Madrid já está todo dito. Envio de policiais (deixando o resto da Espanha desprotegida perante calquer possível ameaça ou emergência), uso dos mídia castelãos pra promover apenas a sua versom e desprestigiar os independentistas, registro de imprensas, pechamento de páginas web…  Mais, e que á da Generalitat? Acaso eles agírom de maneira perfeita pra cumprir os seus ideais? Nom, nem de longe. Primeiro, os partidos governados atualmente na Catalunya e na Espanha som dous dos máis corrutos. Clã Pujol, Bárcenas, Rodrigo Rato, caso Gürtel… O melhor que nom se dediquem a recriminar-se entre iles, porque é um empate (nom é pra estarem moi orgulhosos, penso eu). Segundo, a Generalitat di que nom teve máis opçom ca convocar um referendo (e, há case três anos, ũa consulta nom vinculante) de maneira unilateral, pois a Castela/Espanha nom estava disposta a negociar (pois os catalães nom estavam cumprindo a legalidade constitucional). Basicamente, a Generalitat di que tentou tudo. E isso, é falso! O Govern tentou moitas cousas, mais inda lhe ficárom alternativas sem provar. Por exemplo, é competência de cada comunidade autônoma decidir como funcionarám os seus parlamentos. Isso é o que di a atual legislaçom espanhola. Com isso, a Generalitat bem poderia aprovar ũa lei pra modificar o funcionamento do Parlament; pra que tôdolos cidadãos pudessem votar; nom só os deputados. Isto antes seria impossível, mais nom coa tecnologia do século XXI. Ũa página web, ũa aplicaçom ou calquer outra ideia aproveitando-se da rede (a poder ser, o máis encriptada e segura possível). Porque, sim, votar é democracia. Peró votar pra tudo: sanidade, educaçom, leis de trabalho, leis de transporte… Tudo! Claro está, também estaria incluído o direito de autodeterminaçom das nações (em forma de consulta nom vinculante ou até em forma de referendo), mais é que isso é o único que fai a Generalitat. Do resto dim: “Cando formarmos a República, já se poderá fazer isso”. Peró é que isso já se pode fazer agora! Entom, pra que agardar? Na verdade, duvido que se vaia produzir esse cenário, nem nũa suposta República futura, pois os deputados nom che vos som parvos. Se fizerem isso, o seu poder de decisom praticamente deixariam de existir. Ficariam sem choio, por resumi-lo dalgũa maneira. Essa mentalidade egoísta que impede aos cidadãos decidirem sobre os assuntos importantes (e nom tam importantes) do seu país nom se pode considerar democracia. Melhor dito: talvez si que seja democracia, mais nom se pode dizer que seja ũa democracia de alto nível. Gostaria de estar equivocado.

Com estas razões, posso entender que aja gente que esteja em contra do referendo, pois a verdade é que razom nom lhes falta. Gostaria de que se chegasse à situaçom atual doutra maneira que o processo de referendo fosse pactado, que tivesse plenas garantias de que o resultado fosse a efetuar-se (fosse cal fosse) e que se pudesse exercer com total liberdade e sem as ameaças constantes do Estado espanhol.

Desgraçadamente, a situaçom atual “obriga” a ser partidista. É moi difícil ser neutral nesta questom. Eu escolho o bando catalám, mais é perfeitamente comprensível quem escolher o bando contrário. Na minha opiniom, as duas versões levam parte de razom; mais nengũu diles chega a tê-la de maneira absoluta. De feito, os debates tam intensos dos últimos dias som devidos à que nom à nengum bando que ofereça ũus argumentos claramente superiores aos outros. A diferença nom é tanta, pois, dim que o PP é corruto? O partido que governa a Generalitat também anda por aí. Que a Generalitat está organizando um referendo ilegal? Em Castela estám a tomar medidas próprias dum estado de excepçom, sem tê-lo declarado (e tampouco aplicárom o artigo 155 da Constituiçom, polo que as suas acções na Catalunya também som ilegais). Que o que fai Castela está permitido, pois é pra proteger a “unidade nacional”? Bom, e o referendo catalám está amparado pola Carta das Nações Unidas, na que reconhece o direito de autodeterminaçom dos povos; e polo direito internacional, também reconhecido no artigo 96.1 da “sagrada” Constituiçom do 1978.

Ou “maus” ou os “piores”. Tu escolhes. Eu já escolhim e estou cos catalães, pois acho que estes som os levam máis razom. E máis razom que teriam se aplicassem a democracia pra tudo.

A soluçom tardará em chegar; pois, inda que ganhar o sim, teriam de passar algũus meses até a formaçom da República. E haveria que ver como solucionam os problemas de reconhecimento dos demais Estados, a saída da Uniom Europeia (à que logo deveriam poder retornar) ou do euro, os mambos deportivos… Penso que todo se poderia solucionar, dado que a ninguém lhe interessa que a situaçom nom se possa resolver.

Além de todo isso, parece que o Mariano Rajoy e o PP som os máis independentistas de toda a Espanha. Porque a verdade é que estám a fazer de tudo pra incitar aos catalães (e, de passagem ou nem tanto, às demais nações) cara ao independentismo. Os inquéritos dantes do anúncio do referendo diziam que o independentismo se situava num 41%, sofrendo ũa baixada com respeito aos últimos anos. Os últimos inquéritos feitos nos últimos dias dim que se situa num 53%. É a primeira vez em moito tempo que o independentismo catalám consegue a maioria, superando o 50%. Estes últimos anos estivera perto do 50%, mais sem chegar a esta porcentagem. Agora superou-na. Antes a ideia dos Països Catalans, na Comunitat Valenciana, apenas era apoiada por catro gatos. Gato máis, gato menos. Há algũas semanas, um inquérito situava o apoio a esta ideia num 6%. Nom seria descartável que arestora se situa-se num 10%. Ũa porcentagem que já começaria a ser significativa. Em Euskadi e na Galiza acho que o independentismo também tem subido, polos grandes apoios que tem mostrado a populaçom civil e; recentemente, o Parlamento do País Basco.

Também há que dizer que os argumentos utilizados por Castela (e até pola Uniom Europeia coa sua política de indiferença perante o autoritarismo castelão, razom pola cal; no seu momento, o regime franquista nom pudera entrar nesta) pra convencer à Catalunya de ficar… digamos que nom fôrom os melhores. Ameaças contínuas, apelaçom à que economicamente estariam pior, que serám um país pequeninho, que saíram da Uniom Europeia, que o Barça vai jogar na liga catalã e nom vai estar na Champions… Primeiro; essas som cousas que, falando-os, poucas repercussões deveriam estar. E, segundo, a quem lhe importa? Moitas das colônias que se emancipárom das suas metrópoles nom lhes foi precisamente  melhor. Mais som livres, ninguém lhes manda e ninguém os têm escravizados ou oprimidos. Nom vejo que as colônias africanas peçam voltar à metrópole, mália a grande pobreza que têm.

Catalunya é ũa parte moi importante da Espanha: populacionalmente, turisticamente, deportivamente, economicamente… A Espanha/Castela perderia moito sem a Catalunya. Com ameaças, os catalães nom se vam sentir queridos. E se os castelãos nom os querem, pois marcham; é óbvio. Se realmente quigerem que a Catalunya fique, deveriam fazer-lhes ver que som ũa parte da Espanha coma outra calquera; em igualdade de condições. Algo que, ao meu ver, nom acontece; mais Castela tampouco se esforçou rem por tentar enganá-los. Diria que até é ao contrário.

A história fam-a os vencedores. Veremos cal é a história que será lecionada nas escolas durante as próximas décadas… Agardemos que seja o máis fiel possível à realidade, e o máis objectiva. Mais agora, eu vou remarcar duas leis e datas históricas: a lei 19/2017 (a Lei do referendo, aprovada o 6 de setembro do 2017) e a lei 20/2017 (a Llei de transitorietat jurídica i fundacional de la República, aprovada o 7 de setembro do 2017) do Parlament da Catalunya. Peró o máis importante é o 1 de outubro do 2017, data na que os catalães decidirám o seu futuro. Já tivemos dous “ensaios” anteriormente, que fôrom a consulta nom vinculante do 9 de novembro do 2014 e as eleições autonômicas do 25 de setembro do 2015. Esperemos que esta votaçom seja a definitiva.

Por último, nom quero finalizar este artigo sem pedir desculpas pola minha generalizaçom neste artigo. Sei que há muitos espanhóis de Madrid, de Castela e de toda a Espanha que estám coa Catalunya e catalães que estám em contra do direito a decidir. Mais acô falo de maiorias. Segundo os inquéritos, á um 82% dos catalães a prol do referendo. E a maioria da gente de Castela votou o PP, partido que foi fundado por ministros franquistas. Também há muitos que votárom a Ciudadanos e o PSOE, partidos negadores das realidade plurinacional e do direito a decidir dos catalães. E Podemos é ũa formaçom cũa ambiguidade calculada, mais que no fundo apenas quer fazer coma a Uniom Soviética. Reconhecer de iure o direito de autodeterminaçom das nações, mais nom aplicá-lo; ponhendo moitas travas pra isso. Inda que isso nom é culpa de Castela, mais da política atual; que “obriga” às pessoas a votar polo partido menos “mau” (ou nom votar, diretamente). Ao final, a política atual é ũa classe elitista com privilégios; coma os nobres da Idade Média. Tomara isso mude dentro de nom moito, pois este problema concreto também afecta à Galiza. Precisamos dum político/partido que realmente pense no melhor prò seu povo. Por exemplo, permitindo votar pra tudo.

Embora seja difícil, ou a Espanha se reforma profundamente ou irá acabar dividida em tantos países coma a Iugoslávia. Se produzir-se isto, esperemos que nom tenha a violência deste conflito.

Exemplos de jornada da Catalunya independente

Primera Divisió da liga catalã:

Badalona – L´Hospitalet
Terrassa – Olot
Girona – Llagostera
Sant Andreu – Peralada
Espanyol – Barcelona
Gimnàstic – Vilafranca
Lleida – Cornellá
Reus – Sabadell
Prat – Gavá

Segona Divisió da liga catalã:

Vilassar – Ascó
Santfeliuenc – Castelldefels
La Jonquera – Cerdanyola
Figueres – Palamós
Santboia – Espanyol B
Barcelona B – Manlleu
Horta – Sabadell B
Muntanyesa – Granollers
Pobla Mafumet – Júpiter
Reus B – Europa


Primera Divisió da liga da Catalunya e da Andorra:

Llagostera – Badalona
Gimnàstic – Cornellá
Vilafranca – Olot
FC Santa Coloma – Lleida
Reus – Sant Julià
Peralada – UE Santa Coloma
Girona – L´Hospitalet
Sabadell – Espanyol
Barcelona – Gavá

Segona Divisió da liga da Catalunya e da Andorra:

Engordany – Prat
Terrassa – Encamp
Figueres – Inter d´Escalades
Vilassar – Palamós
Barcelona B – Ascó
Espanyol B – Sant Andreu
Granollers – FC Andorra
Penya Encarnada – Lusitanos
Santfeliuenc – Cerdanyola
Europa – Pobla Mafumet


Primera Divisió da liga dos Països Catalans:

Atlètic Saguntí – Cornellá
FC Santa Coloma – Vila-real
Llevant – Lleida
Reus – Hèrcules
UE Santa Coloma – Gimnàstic
Girona – Espanyol
Atlètic Balears – Barcelona
Elx – Badalona
València – Mallorca
Alcoià – Sant Julià

Segona Divisió da liga dos Països Catalans:

Atlètic Llevant – Penya Encarnada
Peralada – Formentera
Encamp – Olot
Sabadell – Olímpic Xàtiva
Llagostera – Lusitanos
Engordany – Gavá
L´Hospitalet – Inter d´Escalades
Barcelona B – Penya Esportiva Santa Eulària
València Mestalla – Vila-real B
FC Andorra – Mallorca B
Alzira – Poblera


Primera Divisió da liga d´Aragón:

Hèrcules – Llevant
Reus – Elx
Lleida – Atlètic Balears
Alcoià – UE Santa Coloma
Barcelona – Sant Julià
Espanyol – Vila-real
Girona – Uesca
FC Santa Coloma – Mallorca
Zaragoza – Gimnàstic
Badalona – València

Segona Divisió da liga d´Aragón:

Cornellá – Peralada
Ebro – Zaragoza Deportivo Aragón
Atlètic Llevant – València Mestalla
Encamp – Vila-real B
Inter d´Escalades – Llagostera
Olot – Penya Encarnada
Sabadell – Penya Esportiva Santa Eulària
Gavá – Atlètic Saguntí
Barcelona B – Engordany
Lusitanos – Mallorca B
FC Andorra – Formentera

Ludopédio na Catalunya independente

Actualmente, parece que há moitas possibilidades de que a Catalunya se emancipe. Nesse caso, as equipas de ludopédio deixariam de jogar na Copa do Rei, os catalães competiriam coa selecçom catalã em vez da espanhola, os outros deportes passariam a competir na liga catalã… Obviamente, o ludopédio nom deveria ser ũa excepçom e o lógico é que também deixem a liga espanhola. Evidentemente, a liga catalã teria menos nível cá espanhola e o Barcelona nom poderia manter as suas estrelas. Inda assim, isso nom significa (como dim algũus) que fossem jogar co filial ou cũa equipa de Segunda. Realmente, acho que a liga catalã estaria ao nível da portuguesa ou neerlandesa. Ou seja, após as 5 grandes ligas (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e a França); estariam a portuguesa, a neerlandesa e a catalã (nom sei por que orde, mais essas seriam as ligas com máis nível após as 5 grandes).

Coa Catalunya independente, haveriam vários cenários possíveis. Neste artigo recolherám-se esses possíveis cenários e também se ponherám as equipas que participariam (com base na atualidade).

As duas primeiras possibilidades seriam as realizáveis imediatamente após proclamar-se a independência da Catalunya. As duas últimas som opções prò futuro, dependendo das reclamações do novo estado catalám e do sucesso dessas reclamações.

Liga Catalã

Equipas da Primera Divisió: Barcelona, Espanyol, Girona, Gimnàstic, Reus, Badalona, Cornellá, Llagostera, Lleida, Olot, Peralada, Sabadell, Gavá, L´Hospitalet, Prat, Terrassa, Vilafranca, Sant Andreu

Equipas da Segona Divisió: Barcelona B, Espanyol B, Reus B, Sabadell B, Ascó, Pobla Mafumet, Granollers, Figueres, Vilassar, Palamós, Europa, Santfeliuenc, Cerdanyola, Castelldefels, Santboia, Horta, La Jonquera, Muntanyesa, Manlleu, Júpiter

Liga da Catalunya e da Andorra

Equipas da Primera Divisió: Barcelona, Espanyol, Girona, Gimnàstic, Reus, Badalona, Cornellá, Llagostera, Lleida, Olot, Peralada, Sabadell, Gavá, Terrassa, Vilafranca, FC Santa Coloma, Sant Julià, UE Santa Coloma

Equipas da Segona Divisió: Lusitanos, Engordany, Encamp, Inter d´Escalades, Penya Encarnada, FC Andorra, Barcelona B, Espanyol B, L´Hospitalet, Prat, Sant Andreu, Ascó, Pobla Mafumet, Granollers, Figueres, Vilassar, Palamós, Europa, Santfeliuenc, Cerdanyola

Liga dos Països Catalans

Equipas da Primera Divisió: Barcelona, Espanyol, Girona, València, Vila-real, Llevant,  Gimnàstic, Reus, Mallorca, Elx, Alcoià, Atlètic Balears, Badalona, Hèrcules, Lleida, Cornellá, Atlètic Saguntí, FC Santa Coloma, Sant Julià, UE Santa Coloma

Equipas da Segona Divisió: Lusitanos, Engordany, Encamp, Inter d´Escalades, Penya Encarnada, FC Andorra, Barcelona B, Vila-real B, València Mestalla, Atlètic Llevant, Mallorca B, Llagostera, Sabadell, Formentera, Olot, Peralada, Poblera, Gavá, L´Hospitalet, Olímpic Xàtiva, Alzira, Penya Esportiva Santa Eulària

Liga d´Aragón (atuais Aragón, Andorra, Catalunya, Comunitat Valenciana e Illes Balears)

Equipas da Primera Divisió: Barcelona, Espanyol, Girona, València, Vila-real, Llevant, Gimnàstic, Reus, Uesca, Zaragoza, Mallorca, Elx, Alcoià, Atlètic Balears, Badalona, Hèrcules, Lleida, FC Santa Coloma, Sant Julià, UE Santa Coloma

Equipas da Segona Divisió: Lusitanos, Engordany, Encamp, Inter d´Escalades, Penya Encarnada, FC Andorra, Barcelona B, Vila-real B, València Mestalla, Atlètic Llevant, Zaragoza Deportivo Aragón, Mallorca B, Cornellá, Atlètic Saguntí, Ebro, Llagostera, Sabadell, Formentera, Olot, Peralada, Gavá, Penya Esportiva Santa Eulària

O conflito dos espanhóis em Eurovisom 1968

No 1968 anunciou-se que o Serrat seria o representante da Espanha no Festival de Eurovisom. Respeito à cançom que devia interpretar, baralhavam-se duas: El titiritero, do próprio Serrat, e La, la, la. Ao final decidiu-se que fosse esta última, ao considerar-se, polo seu estilo, máis apta prò festival. O tema nom fora composto polo Serrat, senom polo Manuel de la Calva e o Ramón Arcusa (integrantes do Dúo Dinámico); os cais, contudo, baseárom-se no estilo poético presente nas letras do Serrat; assim como na sua mesma temática: o canto às cousas singelas da vida (a mãe, a terra, o espertar dum novo dia, a natureza…).

Mais o Serrat começou a receber moitas pressões dalgũus membros da Nova Cançó assim como doutros sectores catalanistas, por apresentar-se a um festival no que representaria a Espanha, cantando no castelão. Com este clima de queixas, a sua discográfica no catalám, Edigsa, decidiu posponher o lançamento do segundo disco, Cançons tradicionals.

O 8 de março emitiu-se um programa especial na Televisom Espanhola tiduado Así es… Así canta… Así compone… Joan Manuel Serrat, co fin de promocionar – na televisom – ò recém nominado representante da Espanha em Eurovisom. Nesse programa, Serrat cantou catro temas no catalám: Cançó de matinada, Paraules d’amor, Me’n vaig a peu e Ara que tinc vint anys, e os três temas que até a altura gravara no castelão: El titiritero, Mis gaviotas e Poema de amor.

Inda que gravou a cançom que competiria em Eurovisom, em estudo e em vários idiomas (e fez o equivalente daquela altura aos videoclipes atuais) destinados a distintas cadeias de televisom europeias, o 25 de março anunciou que nom iria a Eurovisom se nom era cantando La, la, la no catalám. A versom máis estendida – que o Serrat nunca negou – verbo do motivo deste surprendente feito foi que o Serrat decidira nom cantá-la se nom podia fazê-lo no catalám, a modo de protesta que pretendia chamar a atençom sobre a situaçom marginal na que se mantinha nesses anos à língua catalã. No entanto, pra outras pessoas, foi ũa manobra publicitária. Dessarte, segundo indica o Àngel Casas no seu livro 45 revoluciones en España, o que realmente passou foi que o seu representante, José María Lasso de la Vega, tentou através deste sucesso, que o cantante recuperasse o seu público máis catalanista, que estava a perder aos poucos. Tratava-se de que o Serrat cantasse – polo menos – um verso da cançom no catalám, na sua apresentaçom no festival. O representante pensou que a melhor maneira de consegui-lo seria dizer que o cantante exigia cantar toda a letra no catalám pra, máis tarde e após ũa suposta negociaçom coas autoridades; chegar a um acordo que lhe permitisse, polo menos, cantar o ansiado verso e contentar assim à audiência “da casa”. Porém, este plano falhou e o seu posto no festival foi coberto pola cantante Massiel, que só teve ũus poucos dias pra ensaiar e promocionar a cançom; peró, mesmo assim, ganhou o festival de Eurovisom 1968.

Gibraltar, Gibraltar, Gibraltar… e o Saara?

A Espanha nom para de reclamar Gibraltar, cada vez que tem oportunidade. Co Brexit e as negociações prà saída do Reino Unido da Uniom Europeia, a Espanha nom perdeu tempo pra ponher-se a falar de Gibraltar. Um território do que nom tem nem a soberania nem a administraçom, e que tem um tamanho menor ca algũas freguesias galegas. Um caso semelhante ao de Olivença. Ou até se poderia comparar co Rosselló ou o Euskadi francês. Mais a diferença é que estes territórios podem chegar a ter o tamanho de concelhos ou comarcas galegas ou até dalgũas províncias espanholas. E isto nos leva a falar dum território do que a Espanha nunca fala, o Saara ocidental.

No Acordo Tripartito de Madrid do 1975, a Espanha cedeu a administraçom do Saara ao Marrocos e á Mauritânia, inda que depois todo o Saara viria a ser ocupado polo Marrocos. Mais apenas isso: só cedeu a administraçom. Ao contrário do que sucede com outros territórios que a Espanha nom para de reclamar, este país segue tendo a soberania do Saara. Mais, por algũa “estranha razom”, a Espanha nom reclama este território que lhe pertence e que um dia foi ũa província espanhola. Essa “estranha razom”, está bem clara cal é: nom desagradar ao Marrocos. Mais a pergunta é: Por que temos nós que agradar ao Marrocos? Se esse país invadisse a Andaluzia, a Espanha tampouco faria rem? 35478212Pois é a mesma situaçom cò Saara: os dous eram territórios espanhóis de pleno direito (coa diferença de que o nosso governo quer fazer pensar que ũu deles já nom é). Os saarauís até tinham (e algũus seguem tendo, embora provavelmente esteja caducado) DNI espanhol. Peró a Espanha decidiu, simplesmente, abandoná-los. E agora até ponhem travas pra que os nossos compatriotas tenham a nacionalidade espanhola. Pergunto-me se farám o mesmo coa Catalunya. Catalães, se chegar a passar-vos todo isto algum dia, já sabedes: há precedentes.

sahara-031Pra mascarar a situaçom, a Espanha decidiu dar ũa série de escusas: que a Marcha Verde os pilhou de surpresa, a agonia do Franco, que podia haver ũa guerra, que nom havia outra reaçom possível… Nom passam de escusas.

É verdade que a agonia do Franco equivalia, até certo ponto, a agonia do regime franquista. Mais o, nessa altura, príncipe Juan Carlos assumiu a xefatura do Estado o dia 31 de outubro do 1975; co Franco morrendo na cama. Portanto, a agonia do Franco nom significou que nom se pudessem tomar decisões. Se isso for assim, a assinatura do Acordo Tripartito de Madrid nom seria possível.

toquedequedaRespeito à Marcha Verde… aí houve de tudo menos surpresa. A Espanha era plenamente consciente dos movimentos do Marrocos, um Marrocos ao que no dia 16 de outubro, o Tribunal Internacional da Haia lhe negou a possibilidade de calquer reclamaçom sobre o território saarauí. Nos dias seguintes, produziriam-se ũa série de conversas entre a Espanha e o Marrocos que derivou na Marcha Verde e; eventualmente, na entrega da província do Saara ocidental ao Marrocos.

Se a Espanha realmente quiger, poderia sufocar essa Marcha Verde em apenas ũas horas. É máis: nem sequer haveria tal Marcha Verde. E os riscos dũa guerra eram mínimos. O único risco que havia era o trono do rei marroquino Hassan II. Mais, pra fortuna dele, tudo saiu segundo o planejado.

Toda esta caralhada, por denominá-lo dalgũa maneira, derivou na situaçom atual do Saara: já nom se sabe se pertence à Espanha, se é um país independente, se está ocupado polo Marrocos ou se realmente pertence a este… A ONU, entramentres, apenas vê o que há nos papéis: a Espanha segue tendo a soberania do território e, portanto, segue sendo a potência colonizadora do Saara. Por isso, o Saara segue figurando na lista dos territórios a descolonizar, tendo à Espanha como responsável dessa acçom. A Espanha somente cedeu a administraçom do território nos Acordos de Madrid, nom a soberania. O Saara, de iure, segue sendo da Espanha; de fato, pertence ò Marrocos. Isto é o que di a ONU:

“O 14 de novembro do 1975; a Espanha, o Marrocos e a Mauritânia emitírom em Madrid ũa declaraçom de princípios sobre o Saara Ocidental (o “Acordo de Madrid”); co cal as faculdades e responsabilidades da Espanha, como potência administradora do território, se transferírom a ũa administraçom temporal tripartita. O Acordo de Madrid nom transferiu a soberania sobre o território nem conferiu a nengũu dos signatários a condiçom de potência administradora, condiçom que a Espanha, por si soa, nom podia ter transferido unilateralmente. A transferência da autoridade administrativa sobre o território ao Marrocos e a Mauritânia no 1975 nom afetou a condiçom internacional do Saara Ocidental como território nom autônomo.”

Todo aquele “conflito” derivou muito do profundo carácter vingativo que tinha o regime franquista. Isto pode ver-se, por ponher ũus exemplos; em como matárom e fusilárom  muitos republicanos durante a Guerra Civil, em como humiliárom os sobreviventes “roxos” depois, em como acabárom cos que se opugérom ao seu regime… Evidentemente, o Saara tampouco se podia librar. Queriam referendo, queriam independência; pois os entregamos ao Marrocos e que lutem sozinhos contra eles. Sim, essa era a mentalidade do franquismo. Se estavas com eles (ou fingias estar); obtinhas recompensas. Se nom o estavas (ou davas calquer mostra de descontento e crítica), inda tinhas sorte se o podias seguir contando pola rua.

04Se hoje a Espanha quiger recuperar o Saara ocidental, nom teria máis ca dificuldades. Primeiro, deveria meter tanta pressom como está a fazer com Gibraltar. Peró duvido que isso fosse convencer ao Marrocos (de feito, nom o estám a ter doado co Reino Unido). Provavelmente, nom ficaria máis remédio ca colher as armas; como fez o Reino Unido coas ilhas Maldivas (a isso si que se lhe pode chamar, proteger a soberania dum território). O resultado dessa guerra, coma tôdalas guerras, seria incerto. Ademais, faltaria ver se seria apenas ũa guerra entre a Espanha e o Marrocos (na guerra das Maldivas, apenas participárom o Reino Unido e a Argentina) ou se se intrometeria alguém mais…

Mais há que termos em conta que ũa guerra deve ser a última opçom. Primeiro, haveria que ir esgotando o resto de alternativas. Retirada de embaixadores, deixar de comerciar co Marrocos, bloqueio naval, bloqueio aéreo… A última alternativa seria a invasom que, no moi provável caso de que nom seja benvida, se converteria nũa guerra.

Caso a Espanha ganhar essa suposta guerra, desta feita o Saara nom seria máis ũa colônia coma no passado (era ũa província de iure, mais seguia sendo ũa colônia de facto. Como se pode ver, neste assunto ũa cousa é o que ponhem os papéis e outra o que na verdade está a acontecer no Saara). Seria ũa comunidade autônoma e os saarauis teriam os mesmos direitos e possibilidades ca tôdolos espanhóis. Quiçais se celebraria um referendo sobre se querem ser ũa comunidade autônoma ou se querem a independência. Peró eu nom estaria tam certo de que se produzisse esse referendo, já que os catalães também iriam pedir ũu. E se os catalães têm um plebiscito, os galegos e os bascos nom imos ser menos. E, mesmo se se produzisse, a Espanha teria boas probabilidades de ganhar esse plebiscito.

_vallamelilla_be63654cDevemos ter em conta que, diferentemente dos gibraltarinos, que desejam ficar no Reino Unido e nom querem saber rem da Espanha até o ponto de rejeitar a sua proposta de co-soberania; os saarauis si que estariam bastante predispostos a ser parte íntegra da Espanha. Eles levam anos reclamando ajuda da Espanha (atopando ajuda dos cidadãos, peró pouca das autoridades) e escapando prà Espanha em condições infra-umãs em botes superpopulados ou arriscando as suas vidas pra chegarem a Ceuta ou Melilla. Evidentemente, isto vém motivado polo feito da Espanha ser um país com maior calidade de vida cò Marrocos. E, segundo, os saarauís o que pediam no seu tempo era um referendo prà independência/uniom; nom necessariamente a independência. Ũa situaçom similar à Catalunya dos tempos hodiernos. Pressupunha-se que o Saara queria ser independente, e com razom. Após tudo, quem vai querer viver num regime ditatorial que trata o teu território como ũa mera colônia? Estamos falando de que careces de liberdade por viver num regime ditatorial e, pra piorá-lo, tés inda menos liberdade (da pouca que já terias) por ser ũa colônia de fato. Con certeza, aviam-vos estar bem contentos…

E que aconteceu? Que o Marrocos foi lá e pegou o Saara. Mais contra a vontade do povo saaraui; pois eles queriam a independência, nom ser invadidos polo Marrocos. E, mesmo se fosse ũa anexom democrática, os saarauí nom queriam ser marroquinos. Co tempo, a Espanha se converteu nũu dos Estados de maior calidade de vida e liberdade do planeta; enquanto o Marrocos trata o Saara como ũa colônia, digamos que nom tem o mesmo trato cò resto mapa-saharado seu território. Além de que, após anos de guerra, o Marrocos decidiu construir um muro polo meio (coma o que tinham na Alemanha) que divide o Saara em dous. A parte ocidental, máis atrativa economicamente, é controlada polo Marrocos e a parte oriental é controlada pola Fronte Polisário (Fronte Popular de Liberaçom de Saguia el Hamra e Rio do Ouro).

Calquer dia, Madrid pede um plebiscito pra que Castela se separe do resto da Espanha… Mais isso parece que fica moi longe, é algo case impossível de que suceda. Peró isto é a Espanha, e se á algo que carateriza a este país é que tudo é possível.

O que está claro é que cómprem moitas mudanças na Espanha. Disso, acho que case todos estamos de acordo.

E, pra finalizarmos, apenas ũa cousa: menos Gibraltar e máis Saara!